EDIÇÃO 2023
Clube do Colecionador Contemporâneo

“Nosso objetivo, com o Clube do Colecionador, é incentivar o colecionismo e divulgar os artistas contemporâneos, além engajar a sociedade nas ações do Museu e arrecadar fundos para as obras da nova sede do Museu de Arte Contemporânea do RS (MACRS)”

Maria Fernanda de Lima Santin
Presidente da AAMACRS

 

A curadoria deste novo Clube do Colecionador é da historiadora, curadora e crítica de arte paulistana Daniela Bousso, reconhecida pelo trabalho em importantes espaços de arte contemporânea, como o MIS e o Paço das Artes, em São Paulo, a Bienal do Mercosul e bienais internacionais. Ela selecionou quatro artistas que trabalham em torno de questões ambientais e decoloniais e produziram suas obras em registros fotográficos: Rommulo Vieira Conceição, Fernando Velàzquéz, Moisés Patrício e Ayrson Heráclito. Quem adquirir o conjunto de quatro peças (Heráclito participa com um díptico) terá uma coleção relevante e de artistas reconhecidos nacionalmente. “Aqui transparecem questões que turbinam o ideal de contemporâneo, a partir da realocação de narrativas e ficções: os saberes ancestrais, o preconceito racial, a agressão ao meio ambiente e as possibilidades de criação de imagens sem um referente com os meios tecnológicos, que em conjunto, militam ao redor da ideia de proteção ambiental”, destaca a curadora.

Daniela Bousso, curadora

4 obras | R$ 6.900,00
Tiragem 60 conjuntos

Rommulo Vieira Conceição

Título: Sem Título . 2023
Técnica: Fotografia digital, Tinta Pigmento em Photo Mate Paper 200gsm
Formato: 63 x 40 cm

Fernando Velàzquez

Título: Outras Naturezas, opus 03. 2023
Técnica: Fotografia digital, Tinta Pigmento em Photo Mate Paper 200gsm
Formato: 26 x 40 cm

Ayrson Heráclito

Título: Ossanha. 2023
Técnica: Fotografia digital, Tinta Pigmento em Photo Mate Paper 200gsm
Formato: 40 x 60 cm

Moisés Patrício

Título: Aceita? . 2023
Técnica: Fotografia digital, Tinta Pigmento em Photo Mate Paper 200gsm
Formato: 30 x 30 cm (cada imagem)

Conheça os Artistas da edição 2023:

Rommulo Vieira Conceição

O artista nasceu em Salvador em 1968 e vive e trabalha em Porto Alegre. Além de ser Professor Doutor em Geologia, é mestre em Poéticas Visuais pela UFRGS. O artista trabalha com fotografia e grandes instalações, geralmente exibidas em espaços museológicos, questionando as relações entre espaços, seus usos e funcionalidades. Na obra para o 3C, ele aposta no discurso ambiental e denuncia a interferência de uma construção ilegal no meio da mata.

Fernando Velàzquéz

O artista nasceu no Uruguai e vive no Brasil desde 1970. Artista multimídia, músico, professor, pesquisador, curador e escritor, trabalha com imagens que escapam à representação. Para o 3C, apresenta uma obra da série “Outras Naturezas”, em que trabalha a relação cultura x artifício a partir do uso de Inteligência Artificial. A imagem é dominada por um ser híbrido, orgânico e mineral, que adquiriu características míticas no meio da mata.

Mosés Patrício

O artista nasceu em São Paulo, onde vive e trabalha, Patrício é um jovem artista em ascensão e já foi indicado ao prêmio Pipa. Seu diptico para o 3C vem da série “Aceita?”, em que mãos abertas são fotografadas por celular para reforçar mensagens sobre questões ambientais e míticas associadas a trabalho, escravidão, política e magia, como reação a um sistema social que limita o trabalho dos negros a afazeres braçais.

Ayrson Heráclito

O artista nasceu na Bahia, onde ainda vive e trabalha, e já foi indicado três vezes ao prêmio Pipa. Na sua contribuição para o Clube do Colecionador Contemporâneo se destaca uma figura com cachimbo que representa o Senhor das Florestas, Osányin ou Ossanha. É mais uma obra do artista integrada à sua pesquisa da representação da cultura afrodescendente em questões diaspóricas e seus ritos.

EDIÇÃO 2022
Clube do Colecionador Contemporâneo

Nesta edição, a curadora Gabriela Motta propõe uma coleção com artistas cujas obras relacionam-se ao tema da natureza e seus seres misteriosos. Os artistas convidados são Lia Menna Barreto, Bruno Novelli e Michel Zózimo, que criarão obras inéditas, exclusivas para os membros do clube.

“A edição Natureza Mágica foi pensada a partir de elementos que habitam as obras de Lia Menna Barreto, Bruno Novelli e Michel Zózimo. O universo das pequenas e misteriosas criaturas da natureza faz parte do interesse conceitual desses artistas, tanto em sua forma lúdica, quanto em sua dimensão cientifico-mitológica. Em suas propostas, Lia, Bruno e Michel lançam um olhar aguçado para os sentimentos ambivalentes de fascínio e repulsa que nutrimos por tais animais. Essa ação desestabilizadora, misturada a elementos plásticos improváveis faz, de cada trabalho uma obra de arte singular”.

Gabriela Motta, curadora

3 obras | R$3.000,00
Tiragem 30 conjuntos

Bruno Novelli

Título: Onça e Macaco . 2022
Técnica: Serigrafia em papel Rives acid-free 350g
Formato: 40 x 70 cm

Michel Zózimo

Título: Composição Flamingo e Olho . 2022
Técnica: Serigrafia em papel Rives acid-free 350g
Formato: 50 x 40 cm

Lia Menna Barreto

Título: Splashes . 2022
Técnica: Objeto de plástico e tecido 100% algodão
Formato: 32 x 32 cm

2 obras | R$2.000,00
Tiragem 40 conjuntos

Bruno Novelli

Título: Onça e Macaco . 2022
Técnica: Serigrafia em papel Rives acid-free 350g
Formato: 40 x 70 cm

Michel Zózimo

Título: Composição Flamingo e Olho . 2022
Técnica: Serigrafia em papel Rives acid-free 350g
Formato: 50 x 40 cm

Bruno Novelli

O artista nasceu em Santa Maria em 1977. Vive e trabalha em São Paulo. É formado em Design Gráfico (ESPM – São Paulo), cursou pintura no Instituto Tomie Othake (São Paulo) e estudou na Escola de Artes Visuais de Nova York.  Novelli também é cofundador do Metagrafismo, coletivo experimental que explora o potencial gráfico da metalinguística.

Com uma produção desenvolvida em diferentes suportes, incluindo pinturas, desenhos e projetos digitais, Bruno Novelli relaciona uma ampla gama de imaginários e símbolos que transitam entre o tropical, o popular, o místico e o ficcional.

Seu trabalho já foi exibido no Brasil e exterior. Dentre as exposições de destaque figuram as realizadas no CCBB RJ, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Fundação OSDE, na Argentina e Centro Nacional de Las Artes, no México.

Michel Zózimo 

O artista nasceu em Santa Maria em 1977. Vive e trabalha em Porto Alegre. É doutor em poéticas visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde leciona.

Entre suas exposições de maior destaque figuram a participação na Fundación Arte Vivo Otero Herrera, Madri, Espanha, Bienal do Mercosul e Santander Cultural.

Seus desenhos, bordados, cerâmicas, colagens, esculturas e instalações partem de distintos assuntos, originários de pesquisas visuais que investigam acontecimentos naturais e oníricos, como que retirados de velhas enciclopédias impressas ou livros mágicos. Dentre os assuntos: a formação de pedras, a origem de vulcões e montanhas, a queda de meteoritos, os planetas que nos cercam, as estranhas formas de corais, conchas e árvores, a possível existência de objetos voadores não identificados, a execução de truques de mágica, as operações transformadoras da alquimia e da magia, os efeitos visuais do ópio e seus derivados, as imagens que povoam pesadelos, os desenhos de tatuagens em estilo horimono e os filmes de ficção científica.

Lia Menna Barreto

A artista nasceu no Rio de Janeiro em 1959. Na década de 1970 mudou-se para o Rio Grande do Sul onde completou sua educação formal, graduando-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1985, ano em que apresentou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

Ao longo de sua carreira já participou de mais de 130 exposições individuais e coletivas, com destaque para Bienal de Artes de Los Angeles, Bienal de Havana e duas Bienais do Mercosul. Possui obras em coleções importantes, como MAM-RJ, MACRS, dente outras.

Vários críticos têm apontado sua obra como uma espécie de desconstrução ou subversão da infância, por meio da manipulação de bonecas e brinquedos de plástico. Embora a crítica enfatize os aspectos simbólicos dos procedimentos, para a artista o mais importante é o aspecto formal que resulta do reuso e da transformação de material industrializado.

E